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Durante a investigação da trajetória de uma ancestral perseguida pela Inquisição, caminhos inesperados surgem entre cidades portuguesas, arquivos históricos e encontros transformadores. Mais do que uma cartografia de percursos geográficos, este livro é uma travessia. Um convite a perceber como os desvios, os enganos e os aparentes fracassos de viagem revelam nossa cartografia interna.

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Uma mulher cristã-nova presa pelo Santo Ofício em 1750 narra sua história a partir de uma ponte entre passado e presente que a liga à sua descendente contemporânea.

Entre rezadeiras, tradições transmitidas em segredo, práticas judaicas ocultadas sob o véu do cotidiano e os laços entre mães, filhas e irmãs, Leonor revela os sentimentos de quem foi obrigada a esconder quem era sem jamais abandonar sua espiritualidade. Uma história sobre memória, resistência, pertencimento e a força silenciosa das mulheres que mantiveram vivas suas heranças através dos séculos.

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Sou Lenisa Brandão, escritora, professora universitária e pesquisadora. O impulso e a coragem para assumir minha escrita chegaram quando a descoberta de um segredo ancestral coincidiu com a escuta de minha voz interna.

Nós, pedras…

Quando alguém nos ergue,

ergue tempos primevos …

ergue o Jardim do Éden…

ergue biliões de lembranças na mão

que não se dissolvem no sangue…​

Poema “Coro das Pedras”, de Nelly Sachs,
tradução de Paulo Quintela

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